Crónicas 1-10
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Crónica 10. A aula de Matemática.
Eu andava no antigo 7º ano, no recomeço das aulas a seguir ao Natal, decorria o princípio de 1975. Uma vez que a turma tinha sido reduzida a quinze alunos, dos trinta e dois que tinham iniciado o ano lectivo, fomos colocados na salinha dos mapas, no 2º piso do Liceu Salazar ou Liceu Normal…
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Crónica 9. Um Bom Sentimento.
(Nota: esta crónica foi escrita a 11 de Março de 2018, nessa altura ainda vivia em Setúbal. O que ela diz aplica-se ainda hoje ao grupo e a todos vós.) São 22:45 neste Domingo. Em Setúbal chove agora miudinho lá fora. Está uma noite fria, sei porque vejo que o termómetro indica 11ºC. Tem estado…
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Crónica 7. As férias na Ponta do Ouro.
As “férias grandes” do liceu em Moçambique, entre anos lectivos, eram exactamente isso, grandes! No prédio Invicta morava o casal Guimarães, que eram amigos de longa data da nossa família. A Senhora era professora de Matemática e Físico-Química na Escola Industrial, situada na Avenida 24 de Julho, em Lourenço Marques. Ela depositava muita confiança em…
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Crónica 6. Campeonato Nacional de Basquetebol 1974.
Como aluno interno nos Maristas, na Avenida Afonso de Albuquerque, em Lourenço Marques, durante o 1º e o 2º anos do cliclo preparatório (1968/69 e 1969/70), passava os fins de semana com um casal amigo de longa data dos meus pais, que moravam no 14º andar do Prédio Invicta. Os meus pais ainda viviam em…
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Crónica 5. A cervejaria do Alto-Maé.
Ali a uma cadência de duas vezes por mês, entre 1971 e 1975, as duas famílias reuniam-se na cervejaria Imperial, no extremo oriental da Av. Pinheiro Chagas, ao Alto Maé. A nossa e a família de um advogado amigo, colega de Coimbra do meu pai, que residiam na Av. Princesa Patrícia, à Maxaquene, em Lourenço…
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Crónica 4. A Última Sessão.
Naquele Domingo em que, como em tantos outros, passava as primeiras horas após o almoço em casa se não tivesse ido à praia, abri devagar a gaveta da secretária do meu quarto, peguei no BI e mirei-o. Encenei alguns gestos que me pareceram eficazes na difícil arte de enganar revisores de bilheteira! De polegar e…
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Crónica 3. O síndroma da felicidade.
Fomos “demasiado” felizes e bafejados pela sorte, pelo nascimento e vivência num contexto territorial, social e de modernismo em África, único, de verdadeiro privilégio – não tenho a menor dúvida hoje, em face do mundo actual em que vivemos – que nos marcou para sempre. Posteriormente tivemos o azar de ser “triturados” pelos ventos da…
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Crónica 2. O Prédio Nauticus.
Nota: as fotos do interior do Prédio Nauticus, nas chamadas Galerias Nauticus, são posteriores a 1975. O Nauticus ficava entre a Av. da República e a Rua Joaquim Lapa, sendo que a frente era na primeira e as traseiras na segunda. O pátio interior, o piso, as lojas, as paredes, escadas interiores e a clarabóia,…
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Crónica 1. Os anos 60 e 70 na Costa do Sol.
Nos anos 60 e 70 do século XX, a população residente em Lourenço Marques, cada vez mais prenhe de laurentinos ou coca-colas (nascidos na cidade), miúdos, jovens e menos jovens, com os pais ou em grupos, apontavam nos seus carros à Avenida Marginal, em romarias de lazer aos Sábados e Domingos. Aos milhares, íamos em…





