Crónica 18. Os Mitsubishi Colt.

Crónica 18. Os Mitsubishi Colt.

A ACIL – Azevedo Campos Irmãos Lta, empresa construtora de vias de comunicação, barragens e aeroportos, sediada em Braga, tinha uma forte presença em Moçambique.

A empresa, ainda pequena em 1957 quando ele chegou a Moçambique, tinha contratado meu pai para engenheiro director de obras/estaleiros em finais de 1956.

Depois de década e meia de crescimento, já com inúmeras obras de vulto no portefólio, em 1972 a ACIL, nesta altura a 2ª maior construtora em Moçambique, fez um consórcio com a Tâmega, a 1ª construtora em dimensão, e assim venceram o concurso público da Estrada Centro-Nordeste, adjudicada pelo Estado, a segunda maior obra pública em Moçambique Português, só ultrapassada em valor e complexidade pela Barragem de Cabora Bassa!

As boa contabilidade da ACIL e a entrada de dinheiro fresco, avançado pelo Governo Provincial ao abrigo das cláusulas contratuais para apetrechamento da empresa antes do inicio dos trabalhos, permitiram a esta adquirir maquinaria pesada, camiões de vários tipos e uma nova frota de viaturas de serviço.

O Consórcio Tâmega-ACIL optou pela cor bordeau para as suas viaturas de serviço, nas quais figurava o logotipo do consórcio. E assim foi comprada uma nova frota de carrinhas Mitsubishi Colt 1100F de duas portas, modelo 1970/71, semelhantes ao Colt bordeau da foto. Estas carrinhas estavam distribuídas entre a sede em Lourenço Marques – cerca de 20 – e os estaleiros das obras espalhados por Moçambique.

Foram ainda comprados alguns Mistsubishi Colt Galant 1.6 e 1.6 GT, modelo de 1972, dos quais um Colt Galant 1.6 GT de cor amarela caterpilar, como o da foto, foi distribuído ao meu pai para seu uso pessoal, entre finais de 1972 e 1974.

E foi neste Colt Galant, seguro, cómodo e rápido, que fora do serviço, a família se deslocava à Macia e ao Bilene, a Inhambane, a Marraquene e à praia da Macaneta, assim como nos passeios ao drive-in e até à Costa do Sol, em LM, além das saídas pela cidade quer à noite quer aos fins de semana.

Era ainda neste Colt Galant de cor quente que dava nas vistas, que nos deslocávamos para sul até Boane e além, quando íamos até à Namaacha ou à Sebenza, a nossa machamba e dos sócios de meu pai!

E assim a Mitsubishi entrou na história da ACIL e da nossa família!

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