Antes e depois …

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Antes e depois …

O Prédio Pott em todo o seu esplendor, nos anos 30 do século XX.

O Prédio Pott, na esquina da Avenida D. Luís com a Avenida da República … cruzamento do Scala.

Toda aquela zona da baixa ficou muito degradada, sobretudo os edifícios mais antigos, não apenas por incúria e abandono mas também devido à acção natural dos elementos (calor, humidade, chuva, inundações do mar, poluição dos carros).

Aliado a isto, o vento vai trazendo areia que pouco a pouco se acumula as avenidas junto aos passeios. A juntar a isto acontece a falta de civismo de alguns que acham que as ruas são um caixote do lixo deles e o resultado é lastimoso.

Contudo há dinheiro para construir edifícios novos (ainda bem!) que vão mitigando o cenário degradado em seu redor. A cidade vista de longe apresenta- se bonita como se fosse LM de 1974, agora com bastantes mais edifícios novos, sobretudo hotéis, empresas de comunicações, vivendas de luxo e instituições públicas.

Mas ao ver de perto cada local dá vontade de chorar, literalmente. Não quero abusar, mas refiro apenas alguns casos: O miradouro de Lisboa na Polana , local de lazer de fim de semana, bonito, nobre, e cheio de lixo por todo o lado sobretudo nas barreiras logo ali abaixo dos muros, tristeza.

Ou a zona da baixa ao pé da antiga Capitania na rua da Imprensa e transversais, onde construíram um centro comercial bem bonito e interessante aqui há uns anos, com lixo largado no chão por todo o lado misturado com água de lavagens de carros e sabe-se lá o quê mais, que até custa passar a pé nesses locais, tamanha imundície.

Eu vi isto das duas vezes que fui lá , em 2010 e em 2015. Não sei como estará agora.

O Prédio Pott no seu estado atual, depois do incêndio nos anos 90 do século XX e de toda a degradação que tem sofrido.

O prédio Pott está nestas condições porque ardeu nos anos 90 do século passado. Não sei hoje qual é a intenção do governo em relação a ele, mas durante muito tempo a ideia era restaurá-lo, mantendo a fachada original. Não me admiro que seja essa a causa do desinteresse nele por parte dos especuladores imobiliários, maioritariamente indianos, que têm vindo a transformar os pergaminhos que por lá havia (e ainda há), em papel higiénico de qualidade duvidosa!

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