Aos 11 anos de idade estreou-se no teatro, com a peça de Miguel Torga, O Mar, dirigida por Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais.

Seguiu-se a televisão e o cinema, participando ainda em folhetins na rádio e campanhas publicitárias quando era ainda adolescente.
Em 1969, voltou a Moçambique, Lourenço Marques, com 14 anos, para estudar no Liceu Salazar.
Em 1974, após o 25 de Abril, decidiu voltar ao Teatro Experimental de Cascais. Do qual saiu pouco depois para formar, com Fernando Gomes, o Teatro Aquarius.

Passou sucessivamente pela Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira e pelo Teatro Popular-Companhia Nacional I, sob a direcção de Ribeirinho, Casa da Comédia e Teatro Aberto.
Começou a encenar com o espectáculo Pequeno Rebanho Não Desesperes de Christian Giudicelli, na Casa da Comédia. Seguiu-se Vincent de Leonard Nimoy, no Teatro Nacional D. Maria II e O Verdadeiro Oeste de Sam Shepard, no Auditório Carlos Paredes.
Em 1993 estreou-se como actor em Inox-Take 5, com José Pedro Gomes. Foi o início de um trabalho em conjunto da “dupla”, que durou até ao fim da sua vida.

Dirigiu cursos de formação de actores no Centro Cultural de Benfica, tendo formado com vários alunos alguns grupos, como O Esquerda Baixa e o Pano de Ferro, com os quais fez alguns espectáculos.
Seguiram-se muitas encenações para teatro. Fez também televisão, popularizando-se em séries como “Conversa da Treta” ou programas como “1, 2, 3”. Em 2001, juntamente com Rui Paulo, apresentou o programa televisivo “Mulher Não Entra”.

Também fez algum cinema, com Alfredo Tropa, Eduardo Geada, Luís Filipe Costa e Fernando Fragata, traduções e muitas dobragens. Mantinha-se activo na rádio com uma crónica humorística na TSF.
António Feio foi casado com a jornalista Lurdes Feio, de quem teve duas filhas: Bárbara Gonzalez Feio e Kiki (Catarina) Gonzalez Feio. Mais tarde, fruto da relação de 18 anos que teve com a atriz Cláudia Cadima, nasceram também Sara Cadima Feio e Filipe Cadima Feio.
António Feio veio a falecer no dia 29 de Julho de 2010, em Lisboa, na unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz, vítima de um cancro no pâncreas contra o qual lutava há largos meses.

Encenações.
“A Partilha”, de Miguel Falabela e “O Que Diz Molero”, de Dinis Machado (Teatro Nacional D. Maria II);
“Perdidos Em Yonkers”, de Neil Simon e “Duas Semanas Com O Presidente”, de Mary Morris (CCB e Teatro Nacional S. João);
“Conversa Da Treta”, de José Fanha (Auditório Carlos Paredes);
“O Aleijadinho Do Corvo”, de Martin McDonagh (Visões Úteis/ Teatro Rivoli);
“Arte”, de Yasmina Reza, (Teatro Nacional S. João);
“Bom Dia Benjamim”, de Nuno Artur Silva, Luís Miguel Viterbo e Rui Cardoso Martins (CCB e Expo98);
“Portugal Uma Comédia Musical”, de Nuno Artur Silva e Nuno Costa Santos (Teatro São Luiz);
“Popcorn” de Ben Elton, ao lado de Helena Laureano, “Deixa-me Rir”, de Alistair Beaton, “Jantar de Idiotas” e “O Chato”, de Francis Veber (Teatro Villaret).
Condecorações.
Ordem do Infante D. Henrique, conferida pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, a 26 de Março de 2010.
Fonte: Wikipédia.




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