“Localizada em Lourenço Marques, numa zona residencial dos anos 1960 (o Bairro Sommerchield), a igreja é a obra mais emblemática do arquiteto Nuno Craveiro Lopes (1921-1972), encomendada em 1959 e construída no início da década de 1960 (concluída em 1962). Objecto isolado, a igreja tem afinidades conceptuais, estruturais e formais com a arquitetura religiosa do expressionismo alemão e com as igrejas mexicanas do espanhol Félix Candela. Ao seu espaço preside uma concepção comunitária da celebração litúrgica, que se expressa no sentido unitário da matriz circular e da sua simbólica sub-divisão geométrica. A sua forma resulta da sobreposição sequencial de finas membranas poligonais de betão aparente, com os vazios encerrados por caixilhos de vidro e vitrais coloridos, num movimento ascendente que culmina na iluminação cromática do espaço central e que, no exterior, é unificado pelo símbolo da cruz.” (Elisiário Miranda in HPIP)
Quando, em proporções calculadas ao milímetro, se combina o arrojo da modernidade arquitectónica com o simbolismo dos sacramentos cristãos católicos, o resultado pode ser sublime. Mas passar do papel ao concreto da construção física é sempre mais difícil!


No entanto, em Lourenço Marques era comum o génio dos homens realizarem o sublime! A Igreja da Polana, edifício emblemático do estilo de arquitectura modernista, é disso um exemplo. Os vidros coloridos no “espremedor” conduzem a luz para o interior do templo, a qual, matizada, se combina com a claridade que penetra através dos vitrais em V invertido na circular à cota do chão!
O resultado é a pura êxtase do crente, num misto de Fé religiosa empolgada pela alegria da Sua luz! Eu ía à Igreja da Polana, fazendo a pé o percurso de casa ainda longo, somente pelo prazer de me sentar ali!



Fontes das fotos: Delagoa Bay.




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