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O Sheik

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Ficava situado na Avenida Massano de Amorim, nº57, em Lourenço Marques. Era no rés-do-chão do Prédio Sheik, na esquina entre a Avenida Massano de Amorim e a Avenida Couceiro da Costa. No lado oposto desta avenida ficava o Parque José Cabral.

O Prédio Sheik em Lourenço Marques, 1967.

O restaurante Sheik era procurado pelos gastrónomos, ali nos trópicos luso africanos, como o Taj Mahal é almejado pelos amantes.

Ir ao Sheik almoçar ou jantar gerava imediatamente um frenesim, pela expectativa de uma experiência social, gastronómica e até espiritual no templo da restauração laurentina. O Sheik era um marco, um referencial gastronómico em Lourenço Marques.

Aberto na década de 60, o Sheik tornou-se famoso entre os restaurantes de Lourenço Marques. A adjetivação para o Sheik começa em célebre, de referência. O seu ambiente requintado e cheio de charme, a decoração equilibrada, elegante e adequada, a temperatura em sala sempre fresca, faziam do Sheik não apenas agradável e confortável, mas misteriosamente sedutor.

O serviço e a gastronomia do Sheik eram, se existisse na Europa, de 5 estrelas Michelin! A sua cozinha era de altíssima qualidade, onde se confeccionavam pratos gastronómicos inspirados por influências africanas, orientais e claro, europeias, para satisfazer uma clientela eclética e exigente.

Como farol da gastronomia laurentina, o Sheik era procurado para jantares de confraternização e eventos. Na sua generosa pista, os convivas podiam dançar ao som das músicas de bandas ou até de orquestras que ali podiam atuar.

Fossem sopas (o creme de camarão era único no mundo), entradas variadas, nomeadamente de frutos do mar (as ostras eram sublimes), pratos de marisco, de peixe ou de carne, sobremesas, acompanhadas com cerveja ou com um bom vinho da sua impecável garrafeira e terminadas com um saboroso café e digestivos (licores, conhaques, brandys, Portos, etc) de qualidade, as refeições no Sheik deixavam sempre uma inesquecível memória nos clientes, tecida naquele ambiente suave, intencionalmente mantido a uma luz de baixa intensidade e à temperatura certa, no conforto descontraído de pormenores de requinte, de serviço irrepreensível e de degustação incomparavelmente superior.

A entrada do Sheik numa foto de Maputo.

Na cave, havia a boite Sheik, para os noctívagos passarem as horas lânguidas da madrugada!

O Sheik hoje está nas incontáveis lembranças de todos aqueles que o frequentaram, suficientemente afortunados por o terem conhecido!

O seu legado perdura na consciência coletiva de tantos dos seus clientes como o expoente máximo da gastronomia em Lourenço Marques.

Fontes: The Delagoa Bay World, BigSlam


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